Bons dias




Desperta para descobrir o dom que a Senhora mais brilhante do que o sol comunicou aos Pastorinhos, a luz intensa que das suas mãos expedia, a Luz de Deus. As primeiras declarações da Lúcia sobre as Aparições de Nossa Senhora, recolhidas pelo pároco, cerca de 15 dias depois de 13 de Maio, apresentam-nos o diálogo entre Nossa Senhora e os Pastorinhos. Este diálogo foi-se reconstituindo ao longo do tempo.

 

Na segunda Memória (1937), Lúcia juntou: “As palavras que a Santíssima Virgem nos disse, em este dia, e que combinámos nunca revelar, foram: Depois de nos haver dito que íamos para o Céu, perguntou:

Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

Sim, queremos – foi a nossa resposta.

Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto (Memórias, II, II).

“Foi ao pronunciar as últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu, pela primeira vez, as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que, penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo, também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente: ‘Ó Santíssima Trindade, eu vos adoro; meu Deus, meu Deus, eu vos amo, no Santíssimo Sacramento’. Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou: ‘Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra’. Em seguida, começou-se a elevar serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que a circundava ia como que abrindo um caminho, no cerrado dos astros, motivo por que, alguma vez, dissemos que vimos abrir-se o Céu […]. (Memórias da Irmã Lúcia Vol. I, p. 174).
























Comments