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Novembro

"Um dia na vida de uma aluna do Externato Maria Auxiliadora"

Mais uma vez, vamos tratar de um caso quotidiano. Presenciamos um dia de aulas de uma adolescente no Externato Maria Auxiliadora. A adolescente chama-se Sofia Casanova e tem doze anos. Dia 6 de Outubro de 2009, terça--feira.

 

07:30 → Sofia acorda a muito custo. Vai para a casa de banho, toma banho e veste-se.

08:10 → Prepara e toma o pequeno-almoço juntamente com os pais.

 

08:25 → A família entra no carro e dirige-se à escola para deixar a Sofia. “O tempo é sempre pouco de manhã. Temos sempre de andar a correr de um lado para o outro.”, afirma o pai, Duarte Casanova.

08:37 → Alcança-se o Externato, apesar do trânsito e do movimento na estrada nacional. “Até logo,  beijos. Um bom dia.”. São recíprocas estas expressões entre a família.

08:38 → Sofia corre até à sala de aula onde terá possibilidade de assistir ao Bom-Dia. Nós entrámos na sala com ela e instalámo-nos na última carteira da última fila. A turma ouve atentamente o que a professora Andreia diz. Ela conta uma história educativa e reflecte em conjunto com os alunos que participam activamente e ordenadamente na conversa. Triiiiiiiiiiiiiiiiiim! Toca o sino. Os alunos despedem-se da professora e tiram os livros para a aula que começaria momentos mais tarde.

08:50 → As aulas começam e nós temos que nos ausentar. Boa sorte, Sofia!

10:20 → O sino faz-se ouvir novamente. Os primeiros dois tempos de aulas já passaram e a Sofia vem ter connosco para nos pôr a par das novidades. “Os primeiros noventa minutos de aula já passaram. Tive Espanhol e agora vou aproveitar esta pausa que nos é dada para comer alguma coisa e pôr a conversa em dia com as minhas colegas. Até ao meio dia e dez minutos!”

Continuámos a observá--la. Entre risos, gargalhadas e muitas conversas, o intervalo da manhã passa.

10:40 → As aulas recomeçam e nós temos novamente que nos ausentar.

12:10 → Já estamos habituados ao som do sino. Quando este acaba de se ouvir, já se vêem alunos e alunas a saírem da sala, uns em direcção ao pátio e outros em direcção à cantina. Sofia esclarece-nos “Existem dois turnos: o primeiro turno a que pertencem todos os que vão comer já e o segundo turno a que pertencem os que vão comer lá pelo meio dia e meio. Eu hoje sou do segundo.”.

Sempre bem disposta, foi-se sentar à sombra com as colegas à beira. A turma mostrou-se muito unida e com bom ambiente. Entretanto, uma senhora, tratada por “Leninha” veio chamar para quem ainda não tivesse comido ir comer. A Sofia e o seu grupo de amigos foram, e quando entraram no refeitório, dividiram-se por duas mesas. Comeram sopa, o “prato” e a sobremesa. Foram pousar os pratos e arrumar os bancos. Mal acabaram de comer, soou outra vez o sino. Será que o intervalo do almoço acabou? “Não! Este toque desperta os mais distraídos que já são uma e dez da tarde. Agora, os alunos distribuem o resto do intervalo como quiserem: podem ir ao apoio de alguma disciplina, podem ir para a biblioteca estudar ou ler um livro, ir à sala de informática acabar um trabalho ou mesmo ir a um clube. Hoje é dia de eu ir ao clube de Artes. Vêm?”, explicou-nos a Sofia.

Porque não? Fomos assistir ao clube de Artes, onde vimos raparigas a fazerem bolsinhas de trapilho. Dava gosto ver a sua dedicação, juntamente com a dedicação da professora. Os trabalhos ficaram giríssimos, mas de repente soou um som nada estranho para aqueles estudantes: o sino.

 

14:00 → Saíram e dirigiram-se cada um para sua sala, onde retomaram as aulas que nós não tivemos oportunidade de assistir.

 

14:45 → Eram duas horas e quarenta e cinco minutos e o sino voltou a fazer-se ouvir. Os alunos saíram e qual o espanto dos primeiros a atravessar a porta de saída! Estava a chover. Tiveram de ir para o coberto. Via-se a desilusão na cara dos estudantes que queriam aproveitar aqueles “Dez minutinhos de pausa. A seguir, aulas!” disse-nos uma colega da Sofia. Passaram a correr aqueles dez minutos, pois num abrir e fechar de olhos, o sino já tocava novamente.

 

14:55 → Tiveram mais dois tempos de aulas, ou seja mais noventa minutos de aula que nós passámos dentro do carro por causa da chuva.

 

 16:25 → Acabam finalmente as aulas para os alunos. Os alunos dividem-se: uns vão embora e outros, aqueles que ficam até às cinco horas, são obrigados a ouvir o sino pela última vez, que desta vez anuncia que têm de ir para o estudo. Ficam lá até às seis horas da tarde e depois, sim, vão-se embora.

Este foi um dia na vida de uma adolescente. Realmente, não é assim tão fácil como muitos de nós pensavam.

Até à próxima reportagem!

 

Outubro   

"Fica Connosco"

Tudo se passa numa escola do 2.º e 3.º ciclos. Um grupo de três amigos de infância, todos de idades diferentes, reencontra-se no primeiro dia de aulas. Eram dois rapazes e uma rapariga, o Joel, a Flora e o Paulo. O Joel era o mais rebelde e tinha 13 anos. A Flora era uma rapariga muito bonita e muito sossegada, tinha 14 anos. E por fim, o Paulo, o sabichão do grupo e o mais engraçado, tinha 11 anos.

       No primeiro dia de aulas, a directora da escola foi falar com eles e disse-lhes que havia uma aluna nova que tinha entrado para o quinto ano. Chamava-se Francisca e os pais tinham morrido há uns meses atrás num acidente de carro. Ela era muito tímida e não tinha amigos naquela escola. A directora pediu-lhes que falassem com ela e a ajudassem quando ela precisasse.

       No recreio lá foram eles à procura da Francisca, mas ela estava sozinha e muito triste. Os três aproximaram-se e a Flora deu-lhe a mão. Ela sorriu e logo ficou a conhecer o grupo.

       A partir daí nunca mais se separaram e agora tinham outro membro, a Francisca.

Assim que ficaram adultos, as suas vidas tomaram caminhos muito diferentes, pois casaram-se e formaram famílias muito felizes. No entanto, encontravam-se todos os Domingos  para estarem juntos e recordarem os belos tempos de infância. Havia entre eles um belo sentimento de companheirismo, fraternidade e verdadeira amizade. Com o passar o do tempo, envelheceram, contudo entre os filhos deles tinha nascido uma amizade muito forte também, o que os levava a ajudarem-se uns aos outros.

       Só se separaram quando a morte os levou.

       É assim que tem que ser a amizade. Os amigos têm de ser verdadeiros e ajudarem-se uns aos outros e tentarem fazer todos felizes.

Não há razão para expulsar alguém do vosso grupo, assim pode ser que encontrem pessoas espectaculares e fiquem os vossos amigos.